segunda-feira, 20 de julho de 2009

Branca Poeta Amiga

E porque estou de férias... não me apetece cansar muito o meu neurónio a inventar posts giros. Assim, vou procurando coisas que me digam algo nesta grande enciclopédia virtual...
Por vezes o que encontramos lembra-nos alguém que conhecemos (e de quem gostamos).
Este texto de Sebastião da Gama lembrou-me logo a nossa amiga Branca. Porque terá sido?

Para a Branca (amiga e poeta) esta pequena homenagem...


O Poeta beija tudo, graças a Deus.
E aprende com as coisas a sua lição de sinceridade...
E diz assim: "É preciso saber olhar...".
E pode ser, em qualquer idade, ingénuo como as crianças, entusiasta como os adolescentes e profundo como os homens feitos.
E levanta uma pedra escura e áspera para mostrar uma flor que está por detrás...
E perde tempo (ganha tempo...) a namorar uma ovelha...
E comove-se com coisas de nada: um pássaro que canta, uma mulher bonita que passou, uma menina que lhe sorriu, um pai que olhou desvanecido para o filho pequenino, um bocadinho de Sol depois de um dia chuvoso...
E acha que tudo é importante...
E pega no braço dos homens que estavam tristes e vai passear com eles para o jardim...
E reparou que os homens estavam tristes...
E escreveu uns versos que começam desta maneira: "O segredo é amar...".

14 comentários:

Brancamar disse...

Albertina,

Vi no ícone do teu sítio que tenho no meu blog o meu nome e vim ver se seria mesmo o meu nome, não estava muito consciente de o ser, porque até nem temos comunicado muito últimamente e não sei se mereço esta homenagem, que não é pequena, é enorme, as coisas pequenas são as maiores. Uma homenagem social e com muita festa não me diria uma milésima parte do que me disse esta. Fizeste-me chorar e choro ainda porque me tocaste bem fundo e porque me fizeste sentir que por vezes Deus toca as mãos dos Homens, porque quando abri este pc lá no fundo estava a precisar de um miminho, apesar de estar preocupada com muita gente e por isso mesmo.
Nâo sei se mereço que te tenhas lembrado de mim, até porque te tenho visto pouco Albertina, até adiei um almoço contigo porque tinha uma jovem a trabalhar junto de mim que precisava de apoio para ir procurar a sua sorte longe do país e ainda ando com remorsos desse almoço adiado.
Temos que falar sobre isso.
E porque faço sempre de forte permite-me que agora seja fraca, frágil e me encoste no teu ombro ouvindo este poema de lágrimas nos olhos, porque tudo o que possas achar que está aqui de mim, foi a minha avó que me ensinou e não é nada mais do que aquilo que acabas de fazer.
Obrigada, minha amiga, que mesmo no silêncio me adivinhas.
Não tenho palavras para o que fizeste e sinto-me pequenina e grata por me dares a conhecer este poema incrível de Sebastião da Gama, que desconhecia, apesar de ele fazer parte das Antologias do ensino de Português da nossa época.
Um beijo enorme.

Brancamar disse...

Ah! E agora que já enxuguei as lágrimas, "vou-te bater", usando uma expressão tua, porque isto não se faz, eheh!

Tirando o que acrescentaste e falando a sério é uma boa cartilha para a vida, linda, porque o segredo é mesmo amar e embora seja o mais simples na vida é o que os humanos mais complicam.
Beijinhos

Ovinho Estrela(do) disse...

Tininha, belas palavras de poeta dedica à Brancamar, poetisa de serviço, digamos assim.

Linda homenagem.
Bela amizade.

Beijinhos para as duas**

paula disse...

adorei!!!
Obrigada pela homenagem à nossa querida Branca. beijinhos de luz para ti...boas ferias...beijinhos à terezinha

Graça Lopes disse...

E a Branca merece, sim senhor!
beijinho

Linda disse...

E viva a Branca!!!
E viva a Albertina!!!

E viva eu que vim cá visitar o estabelecimento!

A Branquinha merece, a nossa poetisa de serviço!

Beijinhos e boas férias "jeitosa"

Observador disse...

Com poesia, sem ela, a Branca é um ser humano que muito prezo e com quem se estabelece facilmente uma amizade.

Agradeço à Albertina a homenagem que aqui faz à Branca, de uma forma não muito usual.

E para ela própria, uma mulher do norte, carago, apenas esta frase aparentemente fora de contexto.
"Branca mais Branca não há".

Saúdo-vos

Cátia disse...

Ola Albertina,

Peço desculpa por invadir a sua casa, mas o nome deste post chamou-me a atenção (no ginásio da alma) e vim cá lê-lo e não consigo não comentar.

Imagino que a Branca apenas me conheça de passagem por alguns sitios que nos cruzamos, e mais agora no ginásio. Mas o que ela não sabe é que a acompanho ha quase um ano: leio todos os seus posts desde Setembro do ano passado. E porque não o saberá? Porque nunca comentei, nunca deixei qualquer palavra... Leio, reflito, algumas vezes já chorei ao sabor das suas palavras, e depois levo-as comigo, sem deixar rasto... Hoje, vendo este post, vendo ali em cima a Branca de olhos em mar, achei que seria aqui e agora o melhor momento de lhe contar tudo isto...

Obrigada Branca por todos os poemas, por todos os momentos e reflexões que já me causou. Obrigada Albertina por me proporcionar este momento.

Um beijo

ps - sei que a Ovinho se ler este meu post ficará surpreendida mas... é bem verdade.

ps2- Branca, desculpe nunca ter deixado palavra, e te-lo feito aqui, mas talvez um dia explique porque de nunca ter escrito por la.

Brancamar disse...

Eu é que lhe agradeço Cátia as palavras surpreendentes que me deixou. É muito estimulante saber-se que tocamos alguém que nem imaginamos que passa por nós.
Já vi realmente o olhinho bonito que tem no avatar e que me tem chamado a atenção, vi-a últimamente no ginásio mas acho que em algum sítio mais e já me despertou ir lá ao seu lugar, não fora os horários tão espremidos que tenho tido nos últimos tempos, que nem ao ginásio me têm deixado ir com frequÊncia. Vou passando por onde posso, às vezes quero visitar todos, mas quntos dias caio de cansaço, depois de meia dúzia de visitas. Há aqueles que são uma devoção de amor e de entrega, a que me entrego mesmo até cair e depois outros tantos a que sinto que deveria chegar se fosse imensa...
Estão neste momento a passar pela minha cabeça tantos nomes que me merecem tanta consideração e que não tenho visitado com a frequência que devia, mas eles sabem que se não o faço é porque estou por outros sítios onde me esperam e a generosidade com que aceitam isso comove-me. Por essa razão todos os meus amigos da blogosfera são pessoas de enorme coração, que patilham, que não são invejosos, que gostam que esteja onde preciso de estar e porque não cobram nada são tão especiais como a Cátia agora demonstrou ser. Os que porventura partem porque esperam tudo só para eles, nem chego a dar por ela que existem.
A blogosfera tem-me dado momentos como este maravilhosos, por aqui, ou silenciosamente por e-mail, de pessoas que nem conheço e só por isso vou ficando, mesmo que o cansaço me vença, porque é sinal que valeu a pena e que basta que alguém aqui e ali se sinta bem para que permaneça.
Muito obrigada Cátia.
Muito obrigada Observador,Linda, Graça, Paula e Ovinho (A única que sabe o diabo que sou...:) )
Beijinhos a todos.
Branca

Cátia disse...

Não querendo abusar da minha participação aqui, não podia de deixar de lhe dizer que o maior agradecimento, Branca, têm sido as palavras que nos tem deixado no seu canto. Quando lhe disse que a sigo ha quase um ano, digo-o com a certeza de que, no dia 1 de Setembro que encontrei a minha queridissima Cristina Arriaga (do Contemplar) e desde pouco tempo depois comecei a segui-la. E imagino que tenha sido por lá (e pelo blog da Ovinho) que se tenha cruzado comigo.

Não me agradeça e claro que não escrevi o que aqui escrevi aguardando o que quer que seja... Disse-o porque é verdade e, de coração, quis tambem aqui fazer-lhe a minha homenagem. Homenagem de quem a acompanha em silêncio. Talvez um dia, talvez daqui a uns minutes comente por lá, quem sabe. Mas fique com a certeza que estarei por perto.

Um Beijo
CA

Brancamar disse...

Coincidências(?), porque será que hoje ao lê-la pensava também na Cristina Arriaga, esse olhinho fazia-me lembrar alguma coisa especial, volta e meia penso nela e tanto quero ir ao sítio dela e como agora já estou a fechar os olhitos, mas vou já à procura da minha querida Cris, que tantas vezes nos acompanhou no Salvador e noutro blogue (A Paróquia - POemas sem negócios) silenciosamente e com tanta discrição, elegância e generosidade intervinha pontualmente em momentos tão importantes.
Só quero que ela compreenda que quero muito estar com ela, mas não posso abusar da saúde como estou a fazer neste momento, a idade não perdoa. Ela sabe e é generosa, mas ainda a vou procurar antes de me deitar para lhe deixar um beijinho.
Outro para si, um dia destes passarei pelo seu sítio, que já visitei hoje, mas quero passar com tempo e bem acordada para escrever com lucidez.
Beijinhos.

P.S. Desculpa Albertina, estou a abusar da tua casa e do enorme talento de Sebastião da Gama

Albertina disse...

Abusem, queridas, à vontade!!!!
Que esta casa seja um "ponto de encontro"!!!!
Anda bem que este post serviu para algo mais alegre do que as lágrimas do primeiro dia nos olhos azul-mar.
Os encontros de quem se admira são bem animados...
A todos quantos se juntaram a mim nesta homenagem à "nossa" Branca, um beijinho afectuoso!

Brancamar disse...

Albertina, o poema é belíssimo, mas precisamos doutro post, outro poema e porque não um da tua mãe?
Continuação de boas férias.
Beijinhos

Albertina disse...

Os teus desejos são ordens Branquinha!!!!
Só falhei no poema, ehehehe
Beijitos